História da Comunidade São Marcos

Quem mora em São Paulo já se acostumou com as grandes enchentes, aquele aguaceiro que arrasta carros, invade as casas, provoca alagamentos, congestionamentos monstruosos, enfim, provoca o caos total. Mas, quem se lembra de já ter abandonado uma celebração religiosa pela metade, de ter saído às pressas correndo risco de morte vendo imagens sagradas ser arrastadas pela enxurrada? Há personagens vivos que narraram esta passagem.

A história está viva na memória daqueles que, fiel e corajosamente deram o pontapé inicial nas obras da Comunidade. Pois é, quem tem o privilégio de desfrutar hoje da nossa bela, aconchegante e maravilhosamente muito bem cuidada Igreja de São Marcos, mal sabe que a Comunidade nasceu no meio da água. Parece até um sinal dos céus. Isto porque, como a Santa imagem de Nossa Senhora Aparecida resgatada do rio Paraíba, em São Paulo e o Batismo, a água tem também uma relação muito próxima e forte com a nossa Comunidade.

 A água veio para lavar, purificar. E a nossa Comunidade tem o compromisso de traçar também este paralelo com o povo santo de Deus. Há 56 anos teve início numa pequena capelinha à beira do brejo, local que quando chovia alagava tudo e era impossível separar o rio dos objetos, imagens e pessoas dentro da capela. Não havia párocos e padre João era quem se deslocava até o nosso bairro para realizar celebrações e os batismos; isto quando a enchente permitia.

E por causa da chuva os batizados eram realizados na Igreja de Piraporinha, e os batistérios emitidos na Paróquia Nossa Senhora das Graças. Os filhos das pessoas mais antigas acabaram batizados na capelinha, que, em determinado dia não suportou a fúria da natureza e desmoronou. Dona Lenita conta que tem até hoje uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que estava indo embora enxurrada abaixo. Passada esta fase era preciso continuar a caminhada e o povo de Deus não podia parar.

O passo seguinte foi erguer uma nova Igreja, desta vez, longe do brejo. O terreno foi doado por dona Dita, filha de dona Bertolina e senhor Silvano. E a obra foi iniciada. A Igreja de São Marcos foi erguida onde está localizado atualmente o prédio do Centro Pastoral e naquela ocasião foi feita uma grande mobilização em torno da construção do espaço.  

Senhor Otacílio e senhor João, literalmente deixaram o couro no canteiro de obras, tamanha a luta para ver realizado o sonho de uma nova e humilde Casa de Deus.  A Comunidade é chamada São Marcos porque o terreno onde foi erguida a Igreja pertencia à família “Marcos”, que colaborou e muito para a construção e êxito da obra. Naquela época a rua do atual centro Pastoral era também chamada de “Marcos” e mais tarde a Prefeitura Municipal da Capital Paulista alterou para Rua Guilherme de Poitiers.

O padre Felipe pensou na criação de outras Comunidades e foi um homem que lutou e colaborou muito para a chegada massiva de novos fiéis, além do crescimento e conscientização do povo com a obra de Deus.

O padre Elinaldo, outro personagem marcante na história da Comunidade São Marcos, recebeu ajuda das irmãs italianas e deu continuidade na construção e acabamento do Centro Pastoral e Igreja São Marcos. O objetivo dele era que o Centro Pastoral, também chamado Salão São José Operário fosse transformado em um espaço de formação e trabalho profissionalizante. A paróquia Cristo Libertador sempre pertenceu à Diocese de Campo Limpo.

 

© 2018 Paróquia Cristo Libertador. Todos os Direitos Reservados. Desenvolvido por Webinforsystem Soluções para sua empresa.

Nossas Redes Sociais

Endereço

EndereçoR. Guilherme de Poitiers, 35 - Jardim Santa Margarida, São Paulo - SP, 04930-240
Telefone(11) 5832-6695